terça-feira, 9 de junho de 2015
Acabo de abrir uma página em branco, vários minutos assim, sem saber por onde começar, se é que existe começo nessa confusão dentro deve mim.Não dava mais para me esconder, precisava colocar pra fora tudo que estava sentindo, estou aqui arrebentada por dentro, tentando entender seu silêncio, sua falta de palavras, suas desculpas. Talvez a culpada de tudo que estou passando seja eu mesma, sempre me apego demais às pessoas, nunca penso que um dia ela possa ir sem deixar noticias, entreguei meus sentimentos de bandeja, e é ai que sofro, a saudade é tão grande, pois não a remédio nenhum que cure,... me dói tanto quando penso que tudo que passamos juntos foi levado pelo vento,.. Não vai ser fácil, vou sofrer, a vida vai seguindo e aos poucos vou me acostumando, mesmo que nossas vidas tomem rumos diferentes os bons momentos que vivemos esses sim serão eternizados dentro de mim.
Existem momentos na vida da Gente que se afastar de algumas pessoas se faz necessário por não estarem nos acrescentando em nada. E com isso muitas vezes, nos sentimos entristecidos por desfazer os laços que pensávamos existir, quando na verdade o laço nunca existiu de fato, porque laço é união, é cumplicidade, é um bem estar gostoso, uma troca de afetos. O que existia era um grande Nó, que sufocava, subtraia, tirava o sono e a paz.
E quando finalmente conseguimos desatar esse nó apertado que já estava incomodando, finalmente sentimos o alívio e a certeza de que tem gente que não merece nada da gente. Que não merece nossas profundidades, simplesmente por serem incompatíveis com a nossa história.
terça-feira, 2 de junho de 2015
Depois de perceber
que a minha insistência
e a minha paciência com algumas pessoas não iria me levar a
lugar nenhum,
passei a
caminhar sozinha.
A partir desse momento todos os verbos foram para o passado sem nenhum peso na consciência. Eu amava, eu tentei, eu sentia, eu gostava. Procuro ser sensata, não me assusto com as coisas novas, elas são sempre bem recebidas na minha vida.
segunda-feira, 1 de junho de 2015
Eu já errei muito nesta vida por permitir com que o meu coração tomasse certas decisões por mim , por deixá-lo sentir demais , insistir demais , mendigar , se lamentar , cada vez que fosse rejeitado , ferido, ou ignorado .Eu confesso que errei , e errei feio mesmo , por pensar que eu poderia mudar tudo com este meu jeito de querer tanto , que eu poderia sustentar um sentimento tão grande por todos que não o percebessem em mim , eu errei , e o preço mais alto que eu paguei é o de não poder voltar atrás e consertar os estragos que eu mesma me causei . Hoje eu penso de um jeito diferente , e não permito mais que a emoção tome o lugar da minha razão , aprendi que a gente é feito de coração bonito , que sente , que exige, que cobra , mesmo que silenciosamente , que a gente não quer viver de obrigações , mas necessita sim , da reciprocidade alheia para acreditarmos mais nos sentimentos que doamos . Hoje eu acredito mais no que sinto e no que sou e não corro atrás de quem não me da valor , por mais que eu ame , por mais que eu queira bem , eu não me perco pela rejeição de ninguém mais , mesmo que me cause dor , eu sempre dou a volta por cima e me continuo sem me importar tanto , com quem comigo não se importou.. Recomeçar sem se menosprezar sempre será o lema de quem por si mesmo tiver amor.
Cecilia Sfalsin
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